15 de Abril

Bom ar

A casa feito “galeria de arte” é algo que (eu adoro) e aparece há muito na decoração de interiores, em diferentes sociedades e por diversas razões. 

Uma possível retomada evidencia um interesse por telas antigas menos apoiado no valor artístico ou monetário das obras em si, e mais relacionado com as emoções e afetos que elas representam: são quadros que remetem a lembranças, relíquias de família ou pinturas de temas quaisquer que, sem a necessidade de consenso, agradam o olhar.

 “A ideia de construção de um cenário estetizado no interior das residências ou, no mesmo sentido, a criação de uma certa ‘atmosfera’, que varia de acordo com os gostos e as possibilidades de cada um, é uma espécie de condição necessária na definição contemporânea de bem-estar e qualidade de vida. Ou seja, as pessoas têm um profundo desejo por beleza – seja lá qual for a definição de ‘belo’ – e a casa é um território privilegiado para a expressão desse desejo”, canta explica o sociólogo e mestre em comunicações Dario Caldas.

Naturezas-mortas, retratos, autorretratos ou paisagens. Seja qual for o gosto individual, as sensações de alento e harmonia no espaço se potencializam ainda mais quando as imagens em questão são organizadas por temas, o que incrementa um certo clima nostálgico trazido pela pintura em si. “A memória afetiva é um elemento importante para o conforto emocional, que envolve também estímulos sensoriais e ter uma experiência agradável no ambiente”, lembra o sociólogo. Na contramão de um certo minimalismo bastante em voga ultimamente, o retorno ao passado traz “uma carga de significado e de emoção eventualmente ausentes no ‘estilo contemporâneo’”.

Sinta medo nunca: se jogue, pendure, inspire-se com Casa & Jardim.

 

 

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