15 de Abril

Francisco Brennand cria urnas cinerárias

Um adeus nos caminhos da arte de um artista luz.
Ceramista, escultor, pintor e desenhista com obras expostas no Brasil e exterior, o renomado artista plástico pernambucano Francisco Brennand emprestou seu reconhecido talento para a criação de dois modelos de urnas cinerárias para o Morada da Paz. "No processo de cremação, que está de alguma maneira associado às queimas da cerâmica, verifiquei também um processo de transmutação. Eu diria uma ressurreição",cantou Brennand. 
"Pessoalmente, escolhi a cremação após a minha morte, quando posso imaginar um corpo sem vida entrar no forno e sair ressurreto".
São as primeiras urnas cinerárias (também chamadas de funerárias) criadas sob encomenda pelo artista.

 

"Os primitivos cristãos oravam e faziam suas cerimônias nas catacumbas. Seus ritos, portanto, eram os mais simples e despojados de qualquer pretensão artística", explica Brennand sobre o processo de criação das peças, que podem ser usadas como elementos decorativos dentro do ambiente familiar. "Pensando em um desenho apropriado para as urnas funerárias onde seriam depositadas as cinzas após a cremação, planejei utilizar tudo o que havia de mais simples e primitivo como forma, tendo como timbre indelével uma cruz". 

   
As peças, de 20x15cm e 25x16cm, são produzidas artesanalmente em cerâmica refratária e queimadas à temperatura de 1.400 °C. Um dos modelos tem formato cúbico, sendo encimado por uma calota. O outro é uma forma esférica apoiada sobre uma base que sugere a cauda de um peixe. "O peixe foi um dos símbolos mais primitivos do Cristianismo nascente", explica Francisco Brennand. Como se trata de um trabalho artesanal, cada modelo possui um estoque limitado de unidades, conferindo às peças uma característica ainda mais forte de obra de arte. 

 

 

 

Voltar