09 de Outubro

Imperdível Maitê

“Se não houvesse em toda a Terra imensa, autoridade além da experiência, a mim isso seria suficiente, pra fazer um relato contundente, das mazelas da vida de casado.” Assim se apresenta ao público A Mulher de Bath, mulher dos ainda medievais anos 1380, que  já enterrou cinco maridos e, fogosa e cheia de vida, está em busca do sexto.

Maitê Proença traz a Natal (02 de novembro, no Teatro Richuelo Natal), o espetáculo A Mulher de Bath. As apresentações são comemorações  aos 80 anos do diretor Amir Haddad, além dos 40 anos de carreira e 60 anos de vida de Maitê.

A MULHER DE BATH é uma mulher libertária, à frente de seu tempo, e não teme dizer o que pensa. Ela é uma das figuras basilares da literatura ocidental, precursora de Shakespeare e do indivíduo moderno.

O texto é do escritor e filósofo inglês Geoffrey Chaucer (1343-1400), reconhecido como o pai da literatura inglesa, e faz parte de sua obra inacabada “Os Contos da Cantuária”, publicada pela primeira vez em 1475 e tida como uma das mais importantes da literatura inglesa e um clássico da literatura mundial. A tradução, de José Francisco Botelho, foi indicada ao Prêmio Jabuti e já é considerada uma referência contemporânea na tradução de Chaucer.

ERA UMA VEZ
Numa taberna qualquer, à beira de uma estrada, em plena Inglaterra medieval, uma mulher experiente, bem humorada e de franqueza desconcertante conta a história de sua vida: seus cinco maridos e a vida sexual, suas paixões, seus rancores e vinganças, seu profundo conhecimento dos homens e da alma humana. Sem poupar a ninguém, nem a si própria, fala das coisas como são, de forma irreverente e direta.

 

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