06 de Dezembro

Para nunca mais esquecer

Foi lindo!

Familiares e amigos, representantes de instituições educacionais e entidades culturais lotaram o plenário da Câmara Municipal do Natal.
Para ato solene in memorian à bibliotecária e poetisa Zila Mamede, que em 2018 completaria 90 anos.

Filha de seridoenses, ainda adolescente veio morar em Natal, onde construiu sua trajetória profissional na Biblioteconomia e uma vasta produção literária. A vereadora Eleika Bezerra (PSL), autora da proposição da homenagem, fez a saudação a Zila Mamede, destacando sua obra.
- Como já dizia Guimarães Rosa, “o mundo é mágico. As pessoas não morrem, ficam encantadas” e Zila nos encantou em vida e continua o fazendo, pois seu nome continua muito presente e muito forte entre nós.

"Eu tive a honra de conhecer Zila. Ela era uma pessoa curiosa em diversos aspectos, mas um, em especial, me chamava muita atenção. O seu trabalho como bibliotecária e o seu dom para a poesia são de conhecimento de todos. Mas a capacidade administrativa que ela possuía era de impressionar. Certa vez, até questionei à própria como uma pessoa das “letras” tinha tanta facilidade para administrar, algo que costuma ser raro, mas que foi comprovado em suas passagens pelo Instituto Nacional do Livro (INL), na Biblioteca Central da UFRN – que recebeu seu nome depois – e na Biblioteca Câmara Cascudo. E ela me respondeu que tinha feito curso de contabilidade. Estava explicado", recordou Eleika.

Maria José Mamede, irmã da homenageada, agradeceu em nome da família o carinho e estima do Legislativo natalense. 

Outra personalidade presente na solenidade, Paulo de Tasso, escritor e contemporâneo de Zila Mamede, falou que ela contribuiu decisivamente para a evolução da poesia potiguar. "Uma trajetória que começa, em 1953, com o livro Rosa de Pedra, que narra as conquistas da chamada "Geração 45", e vai se desenrolando até chegar aos grandes momentos que considero os livros O arado (1959) e Exercício da Palavra (1975), que marcam o ponto alto da poesia do estado. Em tempo: tive a honra de escrever o prefácio do livro Navegos ((1978), que reúne cinco obras de Zila", disse ele, que também integra a Academia Norte-Riograndense de Letras.

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