17 de Novembro

Sustentabilidade

Não é difícil caminhar pelas ruas de Natal sem notar que muitos espaços deram lugar a galerias, compartilhadas por lojas de diferentes segmentos, mantendo dois importantes objetivos: impulsionar a economia local e despertar nos clientes o desejo da realização de novos negócios.

De acordo com a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Natal, a cidade virou celeiro para esse nicho de mercado. O tradicional bairro de Petrópolis, na zona Leste, é um dos que mais abriga esse tipo de negócio, muitos deles dirigidos por jovens mulheres empreendedoras, que acreditam no protagonismo feminino e na economia como um todo.

As advogadas Janaína Aquino e Rebeca Brandão são algumas das muitas profissionais potiguares que enxergaram nesse tipo de segmento uma forma de conquistar ainda mais seus espaços na sociedade, além de inspirar outras mulheres que possuem o espírito empreendedor. No começo de 2021, as amigas se tornaram sócias para além das salas de advocacia e, neste mês de novembro, inauguraram a Casa Verda, também em Petrópolis.

O empreendimento dispõe de diversas marcas já consolidadas e conhecidas por parte do público potiguar. Ele conta com uma gama de produtos e serviços, com o intuito de trazer facilidade e praticidade às pessoas. Lá, é possível tomar um café, comprar uma joia ou até mesmo adornos religiosos e de decoração.

“Todo o projeto foi inspirado na natureza, daí o nome Casa Verda. Me doar para esse sonho, que hoje já é uma realidade em minha vida, me faz querer crescer ainda mais como mulher e profissional”, conta Janaína. “Hoje, a Casa Verda também faz parte do meu propósito de vida, pois, de alguma forma, me sinto realizada ao inspirar outras mulheres, que por sinal, são maioria na direção das lojas que acolhemos como expositoras”, complementa Rebeca.

De olho nos espaços colaborativos
A aposta por esse tipo de empreendimento está, dentre outras coisas, na ideia da sustentabilidade dos negócios a partir da redução de despesas e no desejo do trabalho em conjunto para atrair o público de forma mais assertiva. Por esses mesmos motivos, na avaliação da diretora da CDL Natal, Maria Luiza Fontes, “esses espaços colaborativos vieram para ficar”.

“O público que busca expor em ambientes colaborativos normalmente é predominado por mulheres. De certa forma, elas sentem-se mais fortes, constroem um ambiente de representatividade e de empatia. Seja para comprar uma lembrança para um aniversário, adquirir algo para si ou para tomar um café com uma amiga, esses ambientes são preferidos, porque, em um único espaço, conseguimos resolver várias coisas de uma só vez em um mundo tão corrido. Afinal, tempo é dinheiro”, frisa a diretora da CDL Natal, Maria Luiza Fontes.

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