Com a chegada do veraneio, aumenta a procura por procedimentos estéticos, especialmente aqueles que promovem rejuvenescimento e conforto, como a aplicação da toxina botulínica. Apesar das altas temperaturas e da maior exposição ao sol, o procedimento continua sendo seguro, desde que alguns cuidados específicos sejam seguidos.
Amanna Raquel, professora do curso de Biomedicina da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de educação de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, explica o que muda e o que não muda ao realizar a aplicação do injetável durante essa estação.
Segundo a docente, o calor não interfere no resultado final da toxina botulínica, e o procedimento pode ser realizado no verão com total segurança, desde que a aplicação seja feita por profissional habilitado e em ambiente adequado. No entanto, é necessário evitar algumas situações nas primeiras horas após a aplicação.
“No pré-procedimento, a recomendação é manter-se hidratado, dormir bem e evitar o consumo de álcool. Já no pós-procedimento, é importante não massagear a região tratada nas primeiras quatro horas, não praticar exercícios intensos no mesmo dia, manter o rosto limpo e evitar a exposição ao sol por pelo menos 48 horas, sempre utilizando protetor solar ao retomar a rotina ao ar livre”, explica.
A professora destaca ainda que o suor excessivo não interfere no efeito da toxina, contrariando um dos mitos mais comuns entre os pacientes. “O que realmente pode atrapalhar é a combinação de calor intenso, atividade física precoce e massagens na área tratada.” Ela explica também que o calor típico do verão pode aumentar a tendência a pequenos inchaços ou hematomas, já que os vasos sanguíneos ficam mais dilatados.
Para quem planeja viagens envolvendo praia, piscina ou longos períodos ao ar livre, a orientação é realizar o procedimento com antecedência. “O ideal é aplicar o injetável pelo menos 15 dias antes, reduzindo a chance de inchaço e permitindo que os primeiros resultados já estejam visíveis durante a viagem. Inclusive, no verão, é quando mais realizamos toxina para hiperidrose (suor excessivo) em axilas, mãos e pés. O efeito é maravilhoso e ajuda no conforto nesse período”, diz a especialista.
Manutenção
Segundo a docente, a manutenção da toxina botulínica deve ser feita entre quatro e seis meses, conforme a resposta individual de cada paciente, e a duração dos efeitos não se altera durante o verão. “Embora muitos procedimentos estéticos possam ser realizados sem problemas na estação, alguns exigem atenção, como peelings profundos, laser fracionado e uso de ácidos em altas concentrações, que aumentam o risco de manchas quando há maior exposição solar. A toxina botulínica não se encaixa nessa lista e é considerada totalmente segura para o período”, finaliza.